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Glaucoma

Glaucoma: por que a doença silenciosa precisa ser descoberta cedo

O glaucoma não dói e, no início, não muda a visão. Entenda quem tem mais risco e de quanto em quanto tempo fazer o exame.

Por Dr. Luiz Martinelli · Oftalmologista · CRM-MT 5973 · RQE 4654
Glaucoma: por que a doença silenciosa precisa ser descoberta cedo

O glaucoma é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. O que torna a doença tão perigosa não é a sua gravidade imediata, e sim o fato de ela avançar em silêncio: na maior parte dos casos, a pessoa não sente dor, não vê o olho vermelho e não percebe a visão piorar até que a doença já esteja avançada.

O que acontece no olho

No glaucoma, as fibras do nervo óptico, o “cabo” que leva as imagens do olho até o cérebro, vão sendo danificadas aos poucos. Na maioria das vezes isso está ligado ao aumento da pressão dentro do olho, mas o glaucoma também pode acontecer com a pressão dentro do normal.

A perda de visão começa pelas laterais do campo visual. Como o cérebro compensa essas falhas, a pessoa costuma perceber o problema só quando a visão central também é afetada.

Quem tem mais risco

  • Pessoas com mais de 40 anos
  • Quem tem pais, irmãos ou filhos com glaucoma
  • Pacientes com diabetes, pressão alta ou enxaqueca
  • Pessoas com miopia alta
  • Quem usa corticoide por longos períodos, em colírio, pomada ou comprimido
  • Quem já teve trauma no olho

Como o diagnóstico é feito

O diagnóstico é feito na consulta oftalmológica, com a medida da pressão do olho e a avaliação do nervo óptico. Quando há suspeita, exames complementares como o campo visual e os exames de imagem do nervo óptico ajudam a confirmar o diagnóstico e acompanhar a evolução.

Tem tratamento?

A visão que já foi perdida não volta, mas o glaucoma pode ser controlado. O tratamento costuma começar com colírios e, conforme o caso, pode incluir laser ou cirurgia. O mais importante é seguir o tratamento corretamente e não faltar aos retornos.

Quando fazer o exame

A recomendação geral é que adultos acima de 40 anos façam uma avaliação oftalmológica completa periodicamente, mesmo sem sintomas. Quem está nos grupos de risco deve conversar com o oftalmologista sobre a frequência ideal dos exames.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta. Em caso de dúvida sobre sua visão, procure um oftalmologista.
Dr. Luiz Martinelli
Dr. Luiz MartinelliOftalmologista em Sinop – MT · Retina, glaucoma, catarata e ultrassom ocular · CRM-MT 5973 · RQE 4654

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